O volume elevado de chuvas registrado em Mato Grosso nas últimas semanas tem gerado preocupação no setor do algodão, sobretudo na segunda safra, que concentra aproximadamente 80% da área cultivada no estado
As precipitações frequentes têm dificultado o avanço da colheita da soja e atrasado a janela ideal de plantio do algodão, além disso, o excesso de umidade no solo tem afetado a emergência das plântulas e o desenvolvimento inicial das lavouras, impondo novos desafios aos produtores

“O volume elevado de chuvas tem prejudicado o rendimento da colheita da soja e provocado atrasos sucessivos na conclusão do plantio do algodão de segunda safra, Além disso, a condição favorece a incidência de doenças de solo, dificultando o estabelecimento adequado do estande das plantas ” destacou o engenheiro agrônomo Márcio de Souza, coordenador de projetos do Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAMT)
O atraso na semeadura intensifica a vulnerabilidade da lavoura às condições climáticas, aumentando a necessidade de chuvas bem distribuídas durante todo o ciclo
Quando o cultivo ocorre fora da janela recomendada, o desempenho da produção e a qualidade da fibra ficam ainda mais atrelados às precipitações, sobretudo na etapa final de desenvolvimento das maçãs, A ausência ou irregularidade de chuvas nesse período pode resultar em queda na produtividade e impactos negativos no potencial da safra.